Indígenas voltam a bloquear rodovia pela terceira vez na semana
Grupo já protestou contra o marco temporal, mas hoje não falou com a imprensa
| GABI CENCIARELLI E HELIO DE FREIRAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS
Indígenas Guarani-Kaiowá bloquearam novamente o anel viário de Dourados, Mato Grosso do Sul, neste domingo. Esta é a terceira interdição na semana, após manifestações anteriores contra o marco temporal, que afeta a demarcação de terras indígenas. O novo protesto ocorre um dia após a prisão de Magno de Souza, líder indígena e ex-candidato ao governo estadual, detido por mandado de prisão preventiva relacionado a estupro de vulnerável. A motivação exata do bloqueio não foi confirmada, pois manifestantes não autorizaram contato com a imprensa.
Esta é a terceira vez na semana em que a rodovia é interditada. Na quinta-feira (11), indígenas fecharam o anel viário por algumas horas contra o marco temporal. Na sexta-feira (12), o bloqueio foi retomado, mas acabou encerrado ainda no mesmo dia. Neste domingo, a interdição voltou a ser registrada.
O bloqueio acontece próximo ao trevo com a Avenida Guaicurus, em um trecho que liga a BR-463 à MS-156 e à BR-163. A via passa ao lado da Reserva Indígena de Dourados e é usada como rota de desvio do tráfego pesado. Com a interdição, caminhões ficaram novamente parados na rodovia. PMR (Polícia Militar Rodoviária) chegou ao local e acompanha a situação.
Líder preso - O novo protesto ocorre um dia após a prisão de Magno de Souza, de 41 anos, indígena Guarani-Kaiowá e ex-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul. Ele foi preso no sábado (13) por força de mandado de prisão preventiva por estupro de vulnerável, expedido pela Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra Mulheres de Dourados. A captura foi feita pela Força Tática da Polícia Militar no assentamento Aratikuty, na região da Aldeia Bororó. O caso tramita em sigilo.
Apesar da proximidade entre os fatos, não é possível afirmar se há relação direta entre a prisão e o bloqueio deste domingo, já que as lideranças indígenas não permitiram contato com a imprensa até o momento.
A reportagem segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento das lideranças indígenas e das autoridades.


