Militar da reserva do Exército é preso com revólver furtado
| DOURADOSNEWS / DA REDAçãO
Entre os alvos da Operação Blindagem, que mirou uma organização criminosa ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital), está um militar da reserva do Exército. Na manhã desta sexta-feira, dia 07 de novembro, durante o cumprimento de mandado, foi encontrado um revólver com registro de furto, na residência do investigado, no Jardim Batistão, em Campo Grande.
Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de prisão preventiva e 41 mandados de busca e apreensão. Além disso, 10 pessoas foram encaminhadas para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento) do Cepol.
Conforme apurou a reportagem do site Midiamax, quando os militares chegaram à residência do militar da reserva para cumprir o mandado de busca e apreensão militar, foram encontradas duas armas e algumas munições. Uma delas, sendo um revólver, com registro de furto.
Diante da situação, o alvo foi preso em flagrante por receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Mandados
Os mandados foram cumpridos em Campo Grande, Aquidauana, Sidrolândia, Jardim, Bonito, Ponta Porã e Corumbá, além de Porto Belo (SC), Balneário Piçarras (SC), Itanhaém (SP) e Birigui (SP).
A organização criminosa fazia o tráfico interestadual de entorpecentes, além de praticar corrupção ativa e passiva, usura, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais. A estrutura era comandada de dentro de presídios e contava com uma rede de colaboradores em Campo Grande, Aquidauana, Anastácio, Corumbá, Jardim, Sidrolândia, Ponta Porã e Bonito, bem como integrantes nos estados de São Paulo e Santa Catarina.
As investigações
As investigações, que duraram 25 meses, revelaram que a organização criminosa atuava em diversas frentes, enviando drogas para cidades do interior de Mato Grosso do Sul e para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Acre, Maranhão e Goiás, utilizando diferentes métodos. Destacam-se, dentre eles, a utilização de caminhões com fundo falso para garantir a ocultação dos entorpecentes, ao passo que, no compartimento de carga, transportavam produtos lícitos do gênero alimentício, acompanhados de nota fiscal, visando dificultar que órgãos de repressão descobrissem tal estratégia em eventual fiscalização nas estradas.
Ainda, o grupo realizava remessas por Sedex, utilizando os Correios, e também transportava drogas em veículos de passeio e utilitários, inclusive por meio de passageiros transportados em vans.
Organização ligada ao PCC
Foi descoberta a ligação do grupo com o PCC (Primeiro Comando da Capital), que fornecia suporte por meio de membros de sua alta cúpula, para ampliar o tráfico e aplicar punições violentas a quem estivesse em débito com o grupo criminoso. Nesse prisma, foram identificadas práticas de extorsão mediante uso de arma de fogo, violência e restrição da liberdade de vítimas, justamente para a obtenção do pagamento de dívidas oriundas do tráfico de drogas e da usura, outra prática levada a efeito pela organização em tela.




