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‘Nada pessoal’: Pollon e Reinaldo se encontram, mas reunião termina sem acordo

| INVESTIGAMS/WENDELL REIS


O futuro presidente do Partido Liberal (PL), Reinaldo Azambuja, se encontrou, finalmente, com o deputado federal Marcos Pollon (PL), um dos críticos à aproximação do partido com o PSDB. O encontro ocorre após Pollon perder a presidência do partido, com acordo nacional de Reinaldo com o PL, e depois que o deputado classificou como canalhas os responsáveis por “entregarem o PL ao PSDB'. 

Pollon é o último da lista de bolsonaristas insatisfeitos a se reunir com Reinaldo Azambuja. Ele também conversou com João Henrique Catan e Capitão Contar, na tentativa de aproximação e com discurso de “unir a direita em Mato Grosso do Sul'. 

A reportagem apurou que a conversa teve o mesmo tom das anteriores, com Contar e Catan, com promessa de igualdade de condições nas candidaturas, em caso de permanência deles no grupo político.

O diálogo com Pollon teve um ingrediente a mais por conta das críticas dele aos “canalhas que entregaram o PL para o PSDB'. Entretanto, Pollon explicou que a crítica foi direcionada para quem estava dentro e não fora do partido, a quem considera responsável por minar as chances de construção de um PL forte no Estado. 

A reportagem apurou que Pollon também disse a Reinaldo que não há um problema pessoal, mas um combate ao PSDB, que na avaliação dele, foi o responsável por introduzir no País a política desarmamentista, atingindo diretamente um trabalho dele de mais de 20 anos. Inclusive, assegurou que o PSDB continuará sendo o partido a ser combatido.

Reinaldo garantiu igualdade de condições para Pollon, assegurando que pesquisas definirão o candidato do grupo, mas não houve promessa de permanência ou aceite de proposta. No final, a única decisão foi tentar esquecer as mágoas e construir uma relação sem levar “nada para o pessoal'. 

Pollon presidiu o PL antes das eleições municipais e construiu candidaturas em diversos municípios. Porém, com o acordo de Reinaldo com Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto (costurado por lideranças locais do PL e senador Rogério Marinho) após muitas desavenças locais, ele acabou perdendo a presidência, em julho do ano passado. 

Bolsonaro concordou em apoiar Beto Pereira (PSDB) em Campo Grande e indicou Tenente Portela para o lugar de Pollon. Depois, o partido retirou quase 20 candidatos a prefeito em vários municípios. Pollon chegou a se oferecer como candidato na Capital, mas Bolsonaro manteve o apoio a Beto. 


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