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Governo quer novo Hospital Regional e gestão privada em 5 cidades

Riedel disse “sem medo de errar” que MS foi o único a fazer eventos de peso para mostrar ser celeiro de grandes oportunidades. “Estamos plantando o futuro”, sentenciou

| MARISTELA BRUNETTO/CAMPO GRANDE NEWS


HR aos 33 anos: governo quer novo prédio e gestão conjunta com unidades do interior por setor privado (Foto: Arquivo/ Marcos Maluf)

O Governo do Estado quer construir um novo prédio dentro da área onde está o Hospital Regional, em Campo Grande, com perspectiva de repassar a gestão ao setor privado, por meio de uma PPP (parceria público privada), e produzir um modelo de administração da saúde na unidade “moderno, atual”, nas palavras do governador Eduardo Riedel, do PSDB. Esta manhã, ele avaliou a participação do Estado no evento MS Day, em Nova Iorque, e contou que essa proposta fez parte de um pacote de iniciativas estimadas em R$ 27 bilhões que foram apresentadas a empresários e setores de investimento e financiamento.

Mas a ideia de criar um novo modelo de gestão hospitalar, que segundo Riedel, ainda é nova, com exemplos na Bahia e em Belo Horizonte, não se resume ao HR, mas também a unidades em Três Lagoas, Dourados, Coxim e Corumbá. Sobre esta última cidade, Riedel mencionou que a Santa Casa é ligada à prefeitura, mas “Corumbá precisa”, referindo-se sobre a necessidade de aperfeiçoar a gestão hospitalar e oferta dos serviços de saúde, o que pode incluir a criação de um novo hospital.

Sobre o HR, o governador mencionou que a instituição tem 33 anos e precisa de atualização, daí a necessidade de construir outro prédio, ocupá-lo e remodelar o existente. O modelo, entretanto, têm limitações, uma vez que a chamada “bata branca”, que são os serviços médicos, são atividade fim, e o governo não pode repassar ao setor privado.

Hoje, a Prefeitura de Campo Grande tem gestão plena e controle da regulação de pacientes que chegam à rede hospitalar, sem que a Secretaria Estadual de Saúde possa intervir, mesmo que envolvendo pacientes em trânsito entre instituições ligadas à rede estadual de saúde. Essa mudança poderia permitir autonomia ao Governo. Riedel disse ser “óbvio” que há intenção de ter controle da gestão da regulação, independente do final do projeto da PPP, porque está “convicto” da necessidade de melhorar a gestão da saúde “como um todo”. Ele diz que o Estado recebe “80% dos pacientes no escuro”.

Sobre os termos e valores que constariam nesse projeto de PPP, o governador afirmou que só devem ganhar corpo adiante, uma vez que o assunto está sendo estudado em parceria com o BID para a formulação do projeto de parceria, e que os profissionais da instituição serão ouvidos.

Bem na foto – Embora tenha se concentrado em explicar mais a ideia de repassar a gestão de hospitais ao setor privado, o governador revelou o otimismo com a reuniões que teve em Nova Iorque, começando por eventos empresariais organizados pelo Lide, entidade ligada ao ex-governador de São Paulo, João Doria Jr, e o jornal Valor, partindo por encontro com cerca de 150 empresários e depois reuniões setoriais. O governo já havia a antecipado a confirmação do interesse de uma indústria de Chicago em se instalar em Terenos para trabalhar com colágeno bovino, com geração de 60 empregos.

Os setores que devem trazer investimentos são de bioenergia, produção de papel a partir de celulose e infraestrutura. A estimativa é que foram confirmados empreendimentos somando R$ 3 bilhões. Riedel disse que não podia antecipar os envolvidos por se tratar de empresas de capital aberto, operadoras em bolsa, que teriam o momento certo de divulgar os investimentos.

Além de atrair indústrias de transformação, o governo também divulgou iniciativas que considera estruturantes para buscar financiadores. Nesse pacote entra a concessão das BRs- 262 e 267, ainda a serem repassadas pela União, e a MS-040, todas no lado leste do Estado, com expectativa de ocorrer no segundo semestre. Ao todo, foram exibidos projetos que somam R$ 27 bilhões, muitos já acontecendo.

E Riedel mencionou novas rotas que devem surgir com o desenvolvimento econômico, que estão em estudos e futuramente poderão despertar interesse privado, como um caminho entre Rio Brilhante e Porto Murtinho, onde há porto importante para escoamento de grãos pela Hidrovia Paraguai-Paraná e por onde passará a Rota Bioceânica e outras estradas estaduais que o Executivo está estudando para pavimentar, conectando cidades do interior.

Embora tenha declarado ser um “realista”, o governador não esconde entusiasmo com as perspectivas de crescimento, apontando que o Estado vivencia um desenvolvimento que supera o dobro da média nacional, o que o colocou “bem na foto” nas apresentações nos Estados Unidos, junto com outros indicadores. Segundo ele, MS foi o único que apostou alto na divulgação de suas potencialidades, embora presentes representantes do Sul, Sudeste e Centro -Oeste. Conforme disse, os governadores de outros estados foram assistir as apresentações de Mato Grosso do Sul aos convidados.

Riedel disse “sem medo de errar” que MS foi o único a fazer eventos de peso para mostrar ser celeiro de grandes oportunidades. “Estamos plantando o futuro”, sentenciou. 


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