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No exterior, Riedel se reuniu com empresários interessados na concessão de três rodovias do Estado

As rodovias incluídas no pacote ligam Mato Grosso do Sul ao estado paulista e passam pelas cidades de Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Santa Rita do Pardo e Três Lagoas

| JUDSON MARINHO/CORREIO DO ESTADO


Em evento internacional, o Governador do Estado, Eduardo Riedel, se reuniu com empresários interessados em adquirir concessões da rodovias do Estado - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Em busca de investidores para efetivar o plano do governo estadual que visa conceder à iniciativa privada trechos das BRs, o Governador Eduardo Riedel (PSDB) se reuniu em Nova Iorque (EUA) com empresários intensados na concessão de três rodovias do Estado. 

Segundo a comunicação do Governo do Estado, durante a semana o governador participou em Nova Iorque de dois eventos  importantes, que tiveram a participação de empresários de todos os segmentos. O Seminário do Valor Econômico e o Lide (Grupo de Líderes Empresariais).

Nestes eventos foi apresentado para a iniciativa privada, o projeto do Governo do Estado de concessão das principais rodovias conforme relatou o Governador Eduardo Riedel.

""Foram dois eventos importantes, um com mais de 200 empresários de todos os segmentos e outro com o pessoal da infraestrutura, que tem interesse em participar dos projetos do Estado em forma de Parceria Público-Privada ou concessões. Entre elas,  as rodovias BR-262, BR-267 e MS-040, assim como hospitais, parques, que somam mais de R$ 200 bilhões de projetos, que vamos colocar no mercado", disse Riedel.

Como já adiantado pelo Correio do Estado, este projeto do governo estadual visa conceder trechos da BR-262, que vai de Campo Grande a Três Lagoas, e da BR-267, de Nova Andradina a Bataguassu.

Além dessas rodovias federais, o projeto também planeja condecer a MS-040, criando assim a “rota da celulose” e entregando à iniciativa privada praticamente todos os caminhos até o estado de São Paulo.

As rodovias incluídas no pacote ligam Mato Grosso do Sul ao estado paulista e passam pelas cidades de Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Santa Rita do Pardo e Três Lagoas.

O governo de MS pretende com estas concessões, levar condições melhores para a região, que recentemente recebeu um aumento de plantas destinadas à celulose, o que impactará significativamente o fluxo de veículos pesados entre Campo Grande e as saídas para São Paulo.

INVESTIMENTO
Estudos de um programa de manutenção proativa, adequação a resiliência climática e segurança viária das rodovias de Mato Grosso do Sul estão em andamento. O investimento será de quase R$ 10 bilhões em infraestrutura para as estradas estaduais.

A recomendação para os estudos que começaram em abril, realizada por meio da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) autorizou também o empréstimo de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) para Mato Grosso do Sul.

O objetivo do programa, segundo o Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE), do governo do Estado, é “implantar uma metodologia preventiva para a gestão da infraestrutura rodoviária, com modelo de contrato baseado em produção e desempenho (Crema) e parceria público-privada (PPP), para melhorar as características físicas da infraestrutura rodoviária, com estabelecimento de critérios de desempenho que possibilite menos intervenção”, disse a Pasta por meio de nota.

Todas as rodovias estaduais – exceto as já concedidas e as rodovias federais que cortam o Estado, isto é, as BRs – entrarão nos estudos deste ano para a estruturação dos projetos, que devem decidir quais rodovias estão aptas para receber as mudanças de infraestrutura baseadas no Programa de Contratação, Restauração e Manutenção (Crema) e em PPP, a depender a modelagem dos estudos.

A assinatura do contrato com o Bird está prevista para ocorrer em março de 2025, quando o governo de MS terá o resultado dos estudos e quais serão as rodovias contempladas. Já o início do programa, de acordo com o EPE, será imediato após a assinatura do contrato, que terá execução ao longo de cinco anos.

(Colaboraram: Daiany Albuquerque e Naiara Camargo)


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