Lula e Dilma não influenciam sucessão em MS, diz André Puccinelli
| HENRIQUE DE MATOS
Para o governador e candidato à reeleição, André Puccinelli (PMDB), a popularidade do presidente Lula e a ascensão da candidata petista Dilma Roussef nas pesquisas de intenção de voto não deverão ter grandes efeitos no processo eleitoral em Mato Grosso do Sul, e, consequentemente, resultar na transferência de votos para o seu principal adversário, o ex-governador Zeca do PT.
Puccinelli aposta que o trabalho e os investimentos apresentados pelo atual governo serão decisivos na hora do eleitor sul-mato-grossense decidir o voto. “A popularidade do Lula e da Dilma é considerável, no entanto, não vai atrapalha nosso desempenho eleitoral. O povo é sábio e sabe definir pelo desenvolvimento e honestidade”, disse André Puccinelli durante agenda de entrega e lançamento de obras em Caarapó.
O governador também minimizou o fato dos principais nomes do PMDB no Estado estarem divididos em relação às eleições presidenciais. Além do prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, já confirmaram apoio a Dilma Roussef o deputado federal Nelson Trad e o senador Valter Pereira. Já Serra tem confirmado até o momento apenas o apoio do deputado federal Waldemir Moka (PMDB). Os outros dois parlamentares federais do PMDB, Marçal Filho e Geraldo Resende, estão indecisos, porém, com tendência maior a apoiar Dilma.
“Trabalhamos em uma democracia e todos têm o direito de apoiar o candidato que quiser. No PMDB, que é um partido historicamente democrático, essa realidade não é diferente. Todos têm a liberdade de definir o candidato que apoiarão. Isso jamais será motivo para qualquer tipo de desentendimento”, comentou o governador.
A maioria da bancada federal de Mato Grosso do Sul também já se definiu pelo apoio à presidenciável do PT, Dilma Rousseff. Nacionalmente, o PMDB se aliou ao PT e inclusive indicou o candidato à vice, o presidente do partido e da Câmara Federal, Michel Temer. No entanto, o PMDB de MS, capitaneado por André Puccinelli, declarou apoio ao pré-candidato à Presidência do PSDB, José Serra, devido à rivalidade histórica com o PT e a candidatura do ex-governador Zeca do PT.



