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Deputado Zé Teixeira concede entrevista ao CaarapoNews
Confira a entrevista exclusiva do deputado estadual Zé Teixeira (DEM) ao CaarapoNews
| CAARAPONEWS
Por André Nezzi
O deputado estadual Zé Teixeira, pecuarista respeitado em seu meio, cumpre o quarto mandato na Assembléia Legislativa. Durante toda a vida pública, nunca mudou de partido. O partido é que mudou, de PFL (Partido da Frente Liberal) para DEM (Democratas), mas manteve a linha programática, assim como Zé Teixeira, voz forte na defesa dos produtores rurais.
Questionado se teria intenção de um dia ser prefeito da cidade, como já foi cogitado há alguns anos atrás, o deputado disse que se sentiria honrado. Teixeira também comentou as questões das demarcações de terra e enumerou os recursos ao qual já destinou para o município. Confira a entrevista completa abaxio:
O senhor já está no quarto mandato consecutivo, ainda tem gás para mais quantas eleições? ZT:Tenho saúde e disposição, serei candidato à reeleição para deputado estadual mas caberá ao povo decidir se devo permanecer e cumprir o quinto mandato. Tenho muito a fazer pela região da Grande Dourados e todo o Estado.
O senhor hoje é o único representante de Dourados na Assembleia Legislativa e um dos poucos da região, a que se deve esse fator? ZT: Devo a permanência do meu mandato à população sul-mato-grossense que aprova o meu trabalho e me escolheu para representá-la. Estou há mais de quinze anos trabalhando para melhoria da qualidade de vida, saúde, educação e infraestrutura, tanto de Dourados quanto dos demais municípios do Estado. Acredito que o povo confia em mim e no trabalho que desempenho, isso se comprova com o aumento de 45% de votos que obtive na última eleição.
Essa indefinição sobre a candidatura de Murilo Zauith ao Senado se deve a que? Falta representatividade política na nossa região? ZT: Não, a indefinição ocorre por questões político-partidárias no Estado. Murilo pleiteia a vaga ao senado há tempos, e é um grande líder político regional e tem perfil de senador. Mas isso não basta, é preciso buscar apoio e votos para se eleger.
O senhor acha que o escândalo envolvendo o Governador do Distrito Federal, Arruda, do seu partido, pode prejudicar os demais candidatos do DEM nas eleições? ZT: Entendo que não, até porque não foi Arruda que deu início ao escândalo e sim o senador peemedebista Joaquim Roriz, que na época chegou a renunciar o mandato para não ser cassado. O povo sabe muito bem distinguir a “laranja podre” das demais. O Arruda está pagando o preço dos atos que cometeu, o partido não pode ser penalizado por isso e o Democratas tem políticos exemplares que não podem ser prejudicados pelos atos de outros.
O senhor também é considerado o deputado de Caarapó, porém, na última eleição foi o segundo mais votado no município, atrás do Dirceu Lanzarini. Esse ano o senhor espera ser o mais votado aqui? ZT: Tenho certeza. Não sou considerado, eu sou deputado de Caarapó. Ao longo de minha vida conquistei muitos amigos e trabalho por essa cidade. Sempre intercedi junto ao Governo solicitando obras para o município. Sou pioneiro na implantação da Usina Nova América e do Frigorífico FriBrasil, sabendo da importância que resultaria ao setor econômico da cidade e na geração de empregos. Não ter sido o mais votado, fez com que eu trabalhasse ainda mais por essa cidade.
Quais as lideranças políticas que apoiarão o senhor em Caarapó? ZT: Os membros do partido: João Salazar, a vice-prefeita Marinalva, o presidente da Câmara, vereador Manezinho, vereador Cido Santos, Gordo da Tigre, comerciantes e amigos agropecuaristas. No distrito de Cristalina, o Zezinho; Bagaceira de Nova América; e inúmeros amigos que conheci ao longo de minha vida.
Já se comenta muito em Caarapó sobre a eleição municipal de 2012. Lideranças municipais do DEM garantem que o partido terá candidato próprio. O senhor tem um nome que lhe agrada para essa disputa? ZT: É cedo para falar sobre sucessão municipal, estamos trabalhando nas eleições de 2010. Mas posso afirmar que no Democratas há nomes extraordinários para se candidatarem. Na última eleição, reelegemos o atual prefeito Mateus. Fizemos uma grande coligação e espero que a classe política tenha sabedoria para escolher um representante que faça com que Caarapó continue progredindo, como agora.
Certa vez surgiu um boato em Caarapó que o senhor poderia ser candidato a prefeito no município. Isso existiu? Existe alguma possibilidade nesse sentido? ZT: Me sentiria honrado, mas agora o meu projeto é a reeleição como deputado estadual e exercer meu quinto mandato com o apoio da população sul-mato-grossense, principalmente da Grande Dourados. Estou otimista com a possibilidade de continuar representando, não apenas minha cidade, mas sobretudo os 78 municípios do Estado.
Quais os principais projetos e emendas destinadas para Caarapó, pelo senhor, neste mandato? ZT: Várias emendas, não só neste como nos outros mandatos eu tenho contribuído e muito nas áreas social, educação e saúde. Destinei emendas para a construção do parque infantil, quadra de esportes, salas e ampliação do centro de lazer da APAE; reforma e ampliação do CEMA, dos sanitários além da aquisição de matérias para entidade; cobertura da escola estadual Arcênio Rojas; reforma do posto de saúde do distrito de Cristalina; reforma e ampliação do centro de educação Professor Armando Campos Bello; construção do posto de saúde do distrito de Nova América; e centro de fisioterapia no asilo. Além das emendas, também ajudei com a viabilização de dois veículos para a administração do Asilo dos Idosos, em parceria com o deputado federal Geraldo Rezende; aquisição do ônibus e Kombi para APAE; intercessão para construção de casas populares; e estou participando com a obra da Igreja Matriz.
A região sul do Estado convive com a disputa de terras entre índios e fazendeiros. Como o senhor vê o assunto e como acha que ele deve ser conduzido? ZT: Os conflitos devem ser resolvidos conforme o que está previsto na Lei. Sou contrário as invasões de terras e, sobretudo, os conflitos. No meu ponto de vista, as leis devem ser cumpridas e a legislação prevê punição ao invasor. No caso específico da região Sul, a União quer transformar as terras privadas em públicas baseada, em atos administrativos da FUNAI, prejudicando os produtores rurais que compraram os imóveis rurais do Estado e pagaram ao Tesouro o valor da época. Eles receberam o título bem como registraram as propriedades em cartório, e agora, após anos a União quer transformar as terras privadas em públicas sem ao menos indenizar os verdadeiros donos, entregando aos índios como usufrutuários. O melhor seria que o Governo Federal modificasse a Constituição, permitindo a comprar terras para assentar aos índios. Também defendo um novo modelo de reforma agrária, o qual além de oferecer a terra dê infraestutura necessária, com equipamentos e materiais agrícolas, para que o assentado possa plantar e prover o sustento.
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