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PMDB do MS deverá seguir com Serra

| DOURADOSNEWS


Está praticamente certo que o PMDB de Mato Grosso do Sul abrirá seu palanque para o pré-candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra. Em entrevista ao jornalista Roberto Costa, âncora do programa RC Meio Dia, da Rádio Cultura, ontem, o presidente do Diretório Estadual do PMDB, Esacheu Nascimento, afirmou que "o encaminhamento aqui de Mato Grosso do Sul será, possivelmente —digo possivelmente porque estamos ainda no âmbito das tratativas— para a coligação com o PSDB."
 

 

A decisão será tomada até a realização da convenção estadual do partido, que acontece no dia 26 de junho. Nascimento adianta, no entanto, que "o próprio governador do Estado, André Puccinelli, pediu ao Diretório Estadual para que tomássemos essa posição em conjunto e assim estamos caminhando para a coligação com o PSDB, apoiando o exgovernador de São Paulo, José Serra."


Entretanto, acrescenta Esacheu Nascimento, "o primeiro compromisso do PMDB é por candidatura própria. O segundo compromisso certamente que é pela liberação de todos os Estados para que formem as coligações que forem de melhor conveniência, por que o interesse maior, em não havendo candidatura própria, é a eleição dos nossos governadores."
 

Quando fala em candidatura própria, Nascimento refere-se à possibilidade do ex-governador do Paraná, Roberto Requião, conseguir viabilizar sua candidatura à presidência. A possibilidade é remota, mas possível. Questionado sobre estar contrariando a direção nacional do PMDB, que já fechou questão pela coligação com o PT, inclusive impondo o vice da chapa encabeçada pela ex-ministra Dilma Rousseff, Esacheu Nascimento argumenta que "nós não estamos contrariando o (PMDB) nacional; o (PMDB) nacional é que está contrariando o Diretório Estadual de Mato Grosso do Sul, porque o encaminhamento não se deu pelas vias adequadas."

 

Para Esacheu Nascimento, a polêmica em torno de um possível apoio do PMDB de Mato Grosso do Sul à candidata do PT à presidência não tem sentido. Para ele não há como o governador André Puccinelli apoiar Dilma Rousseff, porque esta vai ficar do lado do candidato do seu próprio partido ao Governo do MS. Não há como ela apoiar dois candidatos adversários no mesmo Estado. E a recíproca é verdadeira.
 


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