PMDB de MS avisa a Michel que não quer Dilma e admite apoiar Serra
| MIDIAMAX
O PMDB de Mato Grosso do Sul já avisou ao presidente da Câmara Federal, Michel Temer (PMDB) que não tem a intenção de apoiar a petista Dilma Rousseff à presidência da República. O presidente regional do partido, Esacheu Nascimento, que teve longa conversa com Michel recentemente explicou a ele que a sigla pretende reeleger o governador André Puccinelli (PMDB) ficaria em desvantagem apoiando a candidata do PT. “Eu disse a ele que apoiar o PT geraria dificuldades operacionais. Afinal de contas, o PT tem candidato a governador que é o Zeca. Se não tivesse, tudo bem. Mas tendo, fica muito complicado para nós”, relatou.
Neste cenário, Esacheu Nascimento admite que o PMDB local caminha mesmo para uma aliança com o PSDB que lançará José Serra à presidência. “A prioridade era a candidatura própria do PMDB à presidência, mas Roberto Requião está se preparando para concorrer ao Senado. Nestas condições, o mais viável seria um acordo com o PSDB”, explica. “Mas, não estamos fechados com o Serra. Esta discussão faremos até o final do mês”, completa.
Esacheu relatou ainda a reação de Temer. “Ele disse que compreendia, mas disse que tal posição não poderia ser definitiva visto que Lula ainda o chamaria juntamente com André para uma reunião”, conta. Temer quer ser candidato a vice-presidente na chapa de petista Dilma Rousseff, daí pressionar os diretórios regionais pelo apoio à candidata do PT.
Mas Esacheu, não tem a mesma expectativa de Michel em relação ao palanque de André. “Acho que a medida que o tempo passa vai ficando mais difícil desta reunião com Lula acontecer. Além do mais, o dirigente destaca que os diretórios estão liberados para escolherem os parceiros que quiserem nas próximas eleições. “O diretório nacional não vinculou as alianças. Não há nenhum impedimento judicial”, ressalta.
A imprensa nacional já vem noticiando que o governador André Puccinelli (PMDB) teria avisado a Temer que apoiará Serra e não Dilma. Mas, ao partido André ainda não teria dado tal posicionamento. “Não disse nada para nós. Até porque a decisão oficial será coletiva”, disse. A próxima reunião da Executiva do PMDB local será no dia 7 de junho. Alianças partidárias estão entre os itens principais da pauta.
Convenção Nacional
A Convenção Nacional do PMDB na qual a cúpula pretende homologar a aliança com o PT será realizada até o final do mês de junho. Esacheu esclarece que o PMDB local não pretende atrapalhar os planos da cúpula nacional. Ou seja, poderá sim votar a favor da aliança com Dilma.
O dirigente não admite que tenha feito um acordo com a cúpula nacional para ficar livre para apoiar José Serra, mas afirma que há conversas neste sentido. “Não está escrito em lugar nenhum, mas pode haver um entendimento que atenderá a ambos interesses”, comentou. Assim, se o acordo extra-oficial vingar, o PMDB local vota a favor da aliança com Dilma e não terá complicações em sua provável decisão de apoiar Serra.
Candidatura
O presidente regional do PMDB também confirmou que concorrerá nas eleições de outubro a uma vaga na Câmara Federal. “O pessoal queria um candidato com a cara do PMDB”, salientou. Os dois nomes fortes de Campo Grande Waldemir Moka e Nelson Trad não concorrerão mais à Câmara. O primeiro é pré-candidato ao Senado e o segundo está deixando a vida pública.
Esacheu disputou em uma eleição, em 1990, a deputado estadual. “Agora acho que tenho chances de êxito. Tenho dois cabos eleitorais muito fortes, Wilson Barbosa Martins e Lúdio Coelho já me prometeram ajuda”, conta.



