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Jovens acadêmicos de Caarapó investem em hidroponia
Diariamente os sócios colhem em suas estufas cerca de 200 plantas
| CAARAPONEWS
Três jovens empreendedores, sendo dois acadêmicos da Unigran, apostaram na produção de hortaliças sem o uso do solo e comemoram os resultados. Moradores na cidade de Caarapó e bem empregados em uma usina sucroalcooleira, o investimento dado aos produtos naturais foi certeiro e sete meses depois de instalar uma estufa de 650 m² numa chácara arrendada por eles, o sucesso já é grande. Os consumidores aprovaram as hortaliças que se destacam pela qualidade das folhas graudas e nutritivas.
A técnica da hidroponia é simples, na qual se cultiva hortaliças dentro de estufas e sem uso do solo, porém com a utilização de água. A planta é colocada dentro de canaletas e sua raíz recebe em água corrente uma solução nutritiva balanceada que contém todos os nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento. De início o investimento pode ser “pesado” para os pequenos produtores que vivem do cultivo de hortaliças, mas o retorno é dado como certo, já que nesse sistema os vegetais podem ser cultivados durante todo o ano.
No caso de Caarapó, os três empreendedores – Claudinei Midena, Adilson Cardeal e Luis Antônio da Silva – apostaram na hidroponia já pensando no sucesso. Na região da Grande Dourados eles são os únicos a investir nesse sistema. A principio atendem apenas os consumidores da cidade de Caarapó, mas querem ir mais longe, pois os a demanda tornou-se tão grande que novos investimentos em estufas serão feitos nos próximos meses.
A visão empreededora dos rapazes partiu do velho sonho de Luis Antônio que sempre pensou em montar um negócio próprio. Ele, que é estudante do curso de Tecnologia em Produção Vegetal da Unigran, comentou com o amigo Claudinei quando retornava da faculdade para casa sobre a vontade de montar um comércio. Sabendo que Claudinei dominava a técnica da hidroponia, fez a ele o convite de criar uma sociedade e construir estufas na pacata cidade de Caarapó.
A ideia foi recebida com muito intusiamo por Claudinei, também acadêmico da Unigran, só que de outro curso – o de Administração com Ênfase em Agronegócios. Por já conhecer o sistema do plantio das ortaliças sem o uso de solo, o rapaz decidiu chamar um outro amigo, o Adilson Cardinal, que é engenheiro agrônomo. O conhecimento dos empreendedores por atuarem em três grandes profissões ligadas ao setor do campo foi certeiro na tomada de decisão e para o investimento em hidroponia. As estufas foram montadas em agosto do ano passado.
Para montar o negócio, os sócios recorreram a empréstimo bancário. As estufas foram adquiridas de um produtor de Dourados que abandonou o sistema. Tudo foi literalmente pesquisado, conforme explica o técnico em hidroponia Claudinei Midena. “Fizemos pesquisa de mercado e verificamos que os carapoenses preferem pagar um pouco mais caro numa hortaliça, desde que seja de qualidade. Isso também foi constatado nos supermercados. Ao verificarmos que na região não tinha nenhum produtor que domina essa técnica, decidimos então investir na hidroponia”, conta o rapaz.
Claudinei ficou sendo o responsável pela parte técnica do empreendimento. Por ter sido pesquisador nessa área, conhece bem os nutrientes necessários para o desenvolvimento das hortaliças que crescem graudas. Os seus amigos passaram a ser os administradores, intermediando o processo de compra e venda com os clientes. “No início tivemos algumas dificuldades burocráticas de criar a sociedade, mas graças ao conhecimento que se adquiri na faculdade conseguimos levar o projeto em frente”, ressalta Claudinei, que estuda Administração com Ênfase em Agronegócios.
Na estufa dos três sócios são cultivados alface e rucula. Com a ajuda de um funcionário todo o processo hidropônico é feito com muito cuidado. Dependendo da condição climática, os vegetais precisam de macro e micronutrientes com balanceamento diferenciado. É Claudinei que prepara o sistema utilizado no cultivar. Trata-se da Técnica do Fluxo Laminar de Nutrientes (NFT), em que a solução nutritiva passa pelas raízes com a espessura de uma lâmina, de modo que a planta possa absorver todo o oxigênio que necessita.
Diariamente os sócios colhem em suas estufas cerca de 200 plantas. Os produtos são entregues nos supermercados e nos verdureiros de Caarapó. Como a demanda é grande, os rapazes estão com projeto para ampliar a estufa dos atuais 650m² para 20.000 m². Isso dará possibilidade que eles colham por dia aproximadamente 7 mil hortaliças. Com tanto sucesso, os empreendedores querem conquistar o mercado da região. Visitas já estão sendo feitas aos supermercados da Grande Dourados. (Flávio Verão)
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