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Justiça suspende punição a médico acusado de assédio sexual

| MIDIAMAX NEWS


A 1ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande tirou o efeito da decisão do CRM (Conselho Regional de Medicina) e, com isso, o médico ginecologista Wilson Roberto Cardoso Farias, acusado por assédio sexual, não terá mais de cumprir a punição imposta pelo órgão, que havia suspendido por um mês o registro profissional dele.


Por ordem do CRM, Farias não poderia exercer a medicina de segunda-feira passada, dia até 3 de maio, até o dia 1º de junho. Com a liminar de tutela antecipada concedida ao acusado, ele poderá cuidar dos pacientes em postos de saúde, onde presta serviço, até que se julgue o mérito da questão.


O judiciário federal enxergou falhas na investigação do CRM. Tanto que na decisão, assim foi descrita a suspensão do médico: “Registre-se ainda que durante o procedimento administrativo de que se trata houve apenas o depoimento de uma testemunha não presencial que, em princípio, não pode ser considerado como suficiente para embasar aplicação de tão severa pena”.


O CRM aplicou duas punições contra o ginecologista. Uma delas, dia 12 do mês passado, impôs-se a conhecida censura prévia, tida entre os profissionais da medicina como uma dos principais castigos contra os médicos. No caso, o nome do punido é publicado em editais e toda a classe fica sabendo da transgressão praticada contra o denunciado.


A outra punição, que entraria em vigor a partir desta semana, seria a suspensão do registro profissional de Cardoso Farias.


O afastamento do médico foi anunciado no dia 23 do mês passado, quase dois anos após o início da investigação. De acordo com relatos de duas mulheres, Cardoso teria praticado “atos libidinosos” durante as consultas ginecológicas no posto de saúde do conjunto Mata do Jacinto, em Campo Grande.


O comunicado do CRM que anunciou o castigo do ginecologista, assinado pelo presidente do órgão, Antônio Carlos Bilo, disse que médico foi punido por “conduta antiética ao se beneficiar da sua condição profissional para obter vantagem sexual”.


Até agora, a entidade médica não se pronunciou quanto à questão que corta efeito da suspensão do ginecologista. Nem o médico.
 


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