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Marisa desautoriza Diretório do PSDB

| DOURADOSAGORA


A senadora Marisa Serrano desautorizou qualquer membro do diretório regional do PSDB a citar seu nome como eventual candidata ao governo de Mato Grosso do Sul.

Apesar de ser lembrada como potencial postulante ao cargo nas eleições de outubro, Marisa avisou que não quer ver mais nenhum manifesto nesse sentido.

A maior queixa da senadora tucana deve-se ao fato de ela ter sido alvo de bombardeio dentro da própria base aliada do governo e ninguém do PSDB saiu em sua defesa.

As críticas foram disparadas pelo presidente da Assembléia Legislativa, Jerson Domingos (PMDB), que questionou a atuação do mandato da parlamentar tucana no Senado, como reação ao movimento dela em favor de um possível confronto com o governador André Puccinelli (PMDB) na campanha eleitoral deste ano.  

O primeiro descontentamento da senadora com os correligionários foi manifestado durante a última reunião da executiva regional do PSDB ocorrida no dia 8 de fevereiro. Somente depois do puxão de orelhas é que alguns deputados estaduais saíram em sua defesa.

Ainda assim, ela prefere que ninguém no ninho tucano cite seu nome daqui para frente como uma das alternativas no processo sucessório deste ano.

Marisa é a principal opção do Bloco Democrático Reformista (PSDB, DEM, PPS) para disputar o governo estadual, caso o governador André Puccinelli decida apoiar a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto. 

 Entretanto, a maior dificuldade de André Puccinelli em montar palanque para Dilma Roussef é a possível candidatura do ex-governador Zeca do PT ao governo estadual. Justamente por causa disso é que o peemedebista pretende pedir votos para o  governador de São Paulo, José Serra, presidenciável tucano à Presidência da República.

Vice-presidente nacional do PSDB, Marisa é vista como uma espécie de terceira via na campanha eleitoral deste ano. No entanto, prefere aguardar a posição de José Serra, que deve anunciar oficialmente no final deste mês sua candidatura à Presidência da República.

Estacionado nas pesquisas de intenções de voto e sendo ameaçado pela pré-candidata petista, Serra rompeu o silêncio nesta terça-feira ao discursar ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da pré-candidata petista, durante inauguração do novo complexo industrial da Case New Holland, em Sorocaba.


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