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Presidente da federação, Cesário, critica duramente estádio Douradão

| O PROGRESSO


Numa reunião que manteve com dirigentes do Clube Esportivo Naviraiense(CEN), torcida organizada, vereadores e imprensa no último sábado(6), no auditório do Hotel Dois Gaúchos, em Naviraí, o presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Francisco Cezário, não poupou o estádio Douradão de criticas e duvidou da palavra do prefeito Ari Artuzzi que investirá mais de R$ 400 mil para a reforma do Estádio. “Isso é balela”, disse o presidente da Federação que ainda criticou o posicionamento do Ministério Público Estadual caso interferisse na decisão da Federação e CBF de mandar o jogo em Campo Grande se o Douradão estiver liberado.
 

Francisco Cezário ainda deixou claro na reunião que mesmo que o Douradão fosse liberado, Dourados não teria estrutura para arcar com uma partida como essa. E ele citou o aeroporto como um meio dificultador para a partida ser em Dourados.
 

Na entrevista, o presidente da Federação alterou o tom de voz ao falar de Dourados e Estádio Douradão. “O Douradão está interditado por decisão judicial. Quem quiser defender a causa(Douradão), pega um carro, mete a mão no bolso e vai para Dourados ajudar “aquela” comunidade(Dourados). Lá(Douradão) não haverá jogo. Pode vir o MPE, Ministério Público Federal(MPF), o que quiser. O futebol não é movido pela justiça comum, não é”, disse Francisco Cezário.
 

E para apimentar mais o diálogo e fortalecer a campanha para que Campo Grande seja a sede da partida da Copa do Brasil entre Naviraiense e Santos, Cezário citou o jogo entre 7 de Setembro e Itaporã, no último sábado(6) como forma de fomentar ainda mais a sua decisão de que Dourados é irresponsável com o seu estádio. “Antes de vir para Naviraí, eu fui a Itaporã assistir o jogo do 7 de Setembro e Mundo Novo, porque Dourados não tem campo de futebol”.
 

Na última semana, houve uma grande mobilização em Naviraí e houve um principio de racha da diretoria do Naviraiense com a postura do presidente Ronaldo Botelho que cedia a pressão de Cezário para a partida acontecer em Campo Grande. Inclusive, o assessor de imprensa do CEN, Soares Filho pediu demissão do cargo o que causou maior tumulto.
 

O vereador Leo Mattos, presidente da torcida organizada Cenloucura teria dito que uma guerra estava armada na cidade e que até buscaria o direito do torcedor no Estatuto do Torcedor.
 

“O Ronaldo, a sua diretoria não é subordinado a ninguém e não existe pressão para o jogo ser no Morenão. Vocês tem que reconhecer que tenho competência, se não, não estaria no cargo até hoje. Nunca precisei sentar com um prefeito, senador, deputado, governador, coma diretoria de cabeça baixa. O jogo está marcado para Campo Grande, não porque eu quero, ou o Ronaldo quer. Hoje nos temos no Mato Grosso do Sul, apenas um Estádio apto para essa partida, o Morenão”, deixou claro o presidente, mesmo antes dos laudos do engenheiro do CREA, apresentar.
 

Durante grande parte da entrevista, o presidente da Federação fez lobby com o os dirigentes de Navirai vereadores, jornalistas e torcedores ao dizer que fez o convite para Pelé ir a Naviraí.
 

Em outro momento, Cezário até fez uma proposta para o presidente do CEN, Ronaldo Botelho, que se ele desse garantia que não haveria problema no Estádio, como por exemplo, segurança, poderia trazer o jogo para Navirai assim como fez ao levar a partida do Náutico contra o Ivinhema, para Ivinhema.
 

“Eu não quero falar mais do Douradão. O jogo ta(sic) marcado e, quem quiser, tiver uma outra solução, nos apresente”, disse Cezário.
 

Porém, ao falar abertamente que o Morenão está liberado para Naviraiense e Santos, no dia 24 deste mês, o presidente mal sabia que surpresas podem acontecer. Entre elas, um oficio que a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, responsável pelo Estádio Morenão em Campo Grande, enviou á Federação onde diz que o laudo só estará pronto em 60 dias.


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