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Com torneira seca, paulistano apela para banho com água mineral


A falta de água que afeta cerca de 800 mil pessoas nas zonas Sul e Oeste de São Paulo e em parte da região metropolitana desde domingo (7) afetou a rotina dos moradores dessas regiões. O maior problema relatado ao G1 nesta terça-feira (9) foi o banho.


“Hoje [terça-feira,9], tomei banho de água mineral de garrafa”, afirmou o aposentado Geraldo Pellegrine, de 79 anos, que vive na região do Butantã. “Não consigo ficar sem banho”, acrescentou. 


A falta d’água acontece por conta do rompimento de uma adutora na esquina das avenidas Chucri Zaidan e Roque Petroni, na Zona Sul. A Sabesp trabalha no local e afirma que até as 14h pretende encerrar o reparo. O abastecimento, segundo a empresa, acontecerá de forma gradual durante esta tarde.


Enquanto a água não volta, supermercados da região tiveram as prateleiras esvaziadas na segunda-feira (8). Segundo funcionários, isso aconteceu devido aos problemas de fornecimento. Caminhões lotados de garrafas foram chamados às pressas para repor o estoque.


“Água para beber agora só de litro”, afirmou o também aposentado Maurício Cacita, de 80 anos. Desde domingo, ele bebe apenas água de garrafa.


Seu vizinho Marcos Santos, de 65 anos, afirmou que, graças a duas caixas-d’água, a situação em sua casa ainda não é crítica. Apesar disso, alguns costumes tiveram de ser adaptados. “Tenho que economizar. Lavar a calçada ou o carro, nem pensar”, disse.

Santos também sofre ao tomar banho. “Tem que ser na raça, muito rápido. Ou então, vou até [o campus da] USP e lá tomo banho. É o jeito.”
 


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