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Amambai: Polícia apreende mais de 300 quilos de droga

Somente no primeiro mês do ano de 2010 a polícia apreendeu 305 kg de droga em rodovias na região de Amambai.

| A GAZETA NEWS / VILSON NASCIMENTO


Somente no primeiro mês do ano de 2010 a polícia apreendeu 305 quilos e 600 gramas de droga, sendo 281,6 quilos de maconha e 24 de cocaína e realizou a prisão em flagrante de 10 pessoas por tráfico de entorpecentes em rodovias na região de Amambai.



Desse montante, 203,8 quilos de maconha e 20,8 quilos de cocaína foram apreendidos pela PRE (Polícia Militar Rodoviária Estadual) da base operacional de Amambai e 77,8 quilos de maconha e 3,2 de cocaína foram apreendidos pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira), com sede em Dourados.



Só no domingo (24) o DOF realizou duas prisões em Amambai, a de uma mulher de 39 anos, que transportava 3,2 quilos de cocaína em um ônibus de passageiro e a de um rapaz de 28 anos, morador no Paraná, que levava 57,8 quilos de maconha escondida em um fundo falso na carroceria de uma Ford Courrier.



Grande número de prisão sobrecarrega polícia e presídio

O trabalho eficiente da polícia em combater o narcotráfico na região, sobretudo em Amambai, tem impedido que diversos carregamentos e até pequenas quantidades de drogas como maconha, cocaína, crack e haxixe cheguem a seus destinos e provoquem violência e estragos às famílias de dependentes, mas tem causado sobrecarga na polícia judiciária e provocado superlotação no Estabelecimento Penal local, em Amambai.



Hoje mais de 70% dos detentos que cumprem penas ou aguardam sentença no EPAM estão presos por envolvimento com o tráfico de drogas e desse montante, a grande maioria é de fora do Estado de Mato Grosso do Sul, o que acaba provocando superlotação no presídio, que é de segurança mínima e acarretando gastos extras para o Estado.



Outro problema gerado pelo grande número de apreensões é em relação às investigações. Com apenas um delegado e uma equipe reduzida de investigadores, a Polícia Civil local não dispõe de meios para desencadear o processo de investigação na mesma velocidade que as prisões acontecem. Com isso muitos dos casos de tráfico acabam com a condenação do acusado preso em flagrante, mas por conta dos limites operacionais, acaba não sendo esclarecida a origem da droga (que na grande maioria das vezes vem do Paraguai), nem o destino final do entorpecente, o que possibilitaria a prisão dos demais envolvidos naquela ocorrência e o fim da rede de tráfico.


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