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PDT fecha questão para apoiar Dilma e Zeca do PT em MS

| CONJUNTURA ONLINE


O comando nacional do PDT abriu nesta terça-feira, ao aprovar indicativo de apoio à candidatura da ministra Dilma Roussef (Casa Civil) à Presidência da República, caminho para que o partido suba no palanque do ex-governador Zeca do PT em Mato Grosso do Sul e negocie entendimentos visando o mesmo entrosamento político nos demais estados brasileiros.


Por unanimidade, a executiva nacional pedetista aprovou indicativo de apoio à candidatura da ministra à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – primeiro passo para o apoio formal que ainda será referendado pelo diretório e pela convenção nacional do partido.


O indicativo servirá também para balizar as alianças que estão sendo construídas nos estados pelas direções regionais do PDT visando às eleições para governador, senador e deputados federais.


O líder da bancada do PDT na Câmara dos Deputados, Dagoberto Nogueira, um dos principais entusiastas da campanha de Zeca do PT no Estado participou da reunião. Ele trabalha com a hipótese de ser candidato ao Senado na chapa petista nas eleições de outubro.


Em nível estadual, as principais lideranças pedetistas já tinham dado sinais de que o melhor caminho é seguir Zeca, principal adversário político do governador André Puccinelli ao Parque dos Poderes.


A prova disso foi a intervenção do diretório nacional no diretório regional do partido em Mato Grosso do Sul por sugestão de Schmidt e Dagoberto.


Para garantir a legenda no palanque de Zeca, o grupo remanescente capitaneado por Schmidt, precisou tomar duras medidas visando tirar dos quadros da legenda os deputados estaduais Ary Rigo (então presidente), e Onevan de Matos, que migraram para o PSDB, e Coronel Ivan, que se abrigou no nanico PRTB.


Em recente entrevista à imprensa, Zeca reafirmou o compromisso em ter Dagoberto como um de seus candidatos ao Senado – a outra vaga é do senador Delcídio do Amaral (PT), em pré-campanha pela reeleição.


O ex-governador comentou também que ainda procura o vice, citando como alternativas o empresário de Aquidauana Zelito Ribeiro (PTB), o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Chico Maia, e o presidente do Sindicato Rural de Porto Murtinho, Italívio Coelho Neto.


Segundo ele, até o momento o que há de concreto mesmo é sua candidatura ao governo, Delcídio e Dagoberto Nogueira para o Senado, com sua esposa, Gilda dos Santos, como suplente.


Programa


A direção nacional foi autorizada a procurar, imediatamente, Dilma Roussef para negociar a inclusão no seu programa da candidata à defesa de bandeiras históricas do PDT, entre elas a da educação em tempo integral, a defesa das jazidas do pré-sal para os brasileiros, a defesa da Amazônia e a redução da jornada de trabalho.


Também foi confirmada que a prioridade do PDT nas eleições de 2010 é a eleição de 40 a 50 deputados federais, além de governadores e senadores.


O ministro Carlos Lupi (Trabalho), presidente licenciado do partido, confirmou que "tiramos o indicativo de apoio à candidatura da ministra Dilma Roussef com o condicionamento de inclusão em seu programa de bandeiras que o PDT considera fundamentais”.


Já o presidente em exercício, deputado Vieira da Cunha (RS), disse que a aliança com Dilma é o caminho natural porque ela é fundadora do PDT.


"Escolhemos a Dilma até por uma questão de coerência política. Afinal, fazemos parte do governo Lula e ele tem sua candidata. Queremos que o governo Lula tenha continuidade e a única hipótese é apoio a ministra", argumentou Vieira da Cunha.


Acrescentou que "na atual conjuntura política, não há espaço para uma campanha liderada pelo PDT porque o lançamento das candidaturas de Marina Silva (PV-AC) e de Ciro Gomes (PSB-CE) tornaram mais estreitas as possibilidades de alianças”.


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