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12/07/2018 16h17 - Atualizado em 12/07/2018 17h23

Odilon, André e Reinaldo devem disputar voto a voto a vaga no segundo turno, diz pesquisas

Na estimulada, Odilon surge em primeiro, com 24%

O Jacaré


Reinaldo e André sobem e Odilon cai em pesquisa feita na Capital

Duas pesquisas eleitorais, divulgadas a pouco menos de três meses das eleições, mostram disputa acirrada e emocionante na sucessão estadual de Mato Grosso do Sul. Além de revelar a tolerância do eleitor sul-mato-grossense com a corrupção, os levantamentos apontam para uma disputa voto a voto por uma vaga no segundo turno entre os três principais pré-candidatos a governador: o juiz federal Odilon de Oliveira (PDT), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o ex-governador André Puccinelli (MDB).

Na primeira pesquisa realizada no Estado, o Real Time Big Data, instituto criado em março deste ano, fez o levantamento em 40 municípios a pedido da RecordTV. Na estimulada, Odilon surge em primeiro, com 24%, seguido por duplo empate entre Reinaldo e Puccinelli, com 22%. Humberto Amaducci (PT) surge com 2% e os demais possuem 1% cada – Cláudio Cavol (PSC), Suél Ferranti (PSTU) e João Alfredo (PSOL).
 

O pedetista atinge maior percentual entre os homens, com 28%, contra 20% no sexo feminino. Reinaldo é mais querido entre o sexo feminino, 23%, contra 21% entre os eleitores do sexo masculino. Puccinelli obtém 22% em ambos os sexos.
 

Por região do Estado, Odilon lidera no leste (25% a 19% de André) e no sudoeste (25% a 24% de Reinaldo) e empata na Capital (24% com Puccinelli). Reinaldo lidera no Pantanal/Norte (31% a 21%).
 

Na espontânea, o juiz federal aparece em primeiro com 10%, contra 9% de Reinaldo e 8% de Puccinelli.
 

Primeira pesquisa da Record mostra disputa equilibradíssima na disputa do governo estadual


A Real Time Big Data ouviu 1.009 eleitores em 40 cidades nos dias 3 e 4 deste mês e a margem de erro é de 3,03%.
 

O Correio do Estado também divulgou pesquisa do IPEMS nesta quinta-feira, mas restringiu o levantamento a Campo Grande. Em abril, o jornal, cujo sócio, Antônio João Hugo Rodrigues (PTC) é pré-candidato a deputado estadual na chapa de André, divulgou levantamento em 40 municípios. O desempenho do emedebista é melhor na Capital, onde foi prefeito por dois mandatos.
 

Conforme o IPEMS, que ouviu 400 eleitores na Capital, Odilon oscilou de 36,47% em abril para 30,74%, mas ainda lidera o levantamento na Capital. André subiu de 27,24% para 29,39%. O tucano repetiu a trajetória do emedebista, passando de 21,81% para 25,77%.
 

O petista Humberto Amaducci registrou 1,47% e João Alfredo, 1,24%. O número de indecisos é de 11,39%. O IPEMS ouviu 400 eleitores de 9 a 11 deste mês e margem de erro é de 4,9%.
 

Com base nas duas pesquisas, é possível tirar algumas conclusões. A eleição será decidida no segundo turno e não há favoritos para a vaga. Neste quesito, Odilon corre o risco de queimar a língua, já que vem propagando a chance de vencer no primeiro turno.
 

Os três principais candidatos estão com chance de garantir a vaga. André conta a seu favor a máquina do MDB, recursos financeiros e a experiência como governante. Reinaldo tem estrutura do PSDB e a máquina estadual. Sem estrutura e máquina, Odilon tem a sua história como magistrado para chegar ao segundo turno.
 

Por enquanto, as denúncias de corrupção não pesaram na opinião de quase metade do eleitorado. É antigo e secular na cultura brasileira, de que o combate a corrupção nunca foi prioridade da população, que passa três anos se queixando da roubalheira, mas, no último minuto, acaba dando aval para a manutenção do mau costume. É a manutenção do ditado: “rouba, mas faz”.
 

O mais simbólico para explicar o momento é o silêncio da população com o presidente Michel Temer (MDB), acusado de toda sorte de crime sem enfrentar um único protesto da dita população cidadã.
 

No entanto, como analisa o governador do Estado, a campanha de fato começa com o fim da Copa do Mundo. Ou melhor, já começou com a eliminação do Brasil na sexta-feira passada.
 

Big  Data testa potencial de votos e confrontos no segundo turno

O Real Time Big Data, da TV Record MS, fez sondagem do potencial eleitoral dos candidates e simulações de segundo turno. Odilon venceria o embate, mas o confronto com Azambuja está mais para empate técnico. O tucano ganharia do ex-governador.

De acordo com o instituto, o potencial de votos do juiz federal é de 52%, enquanto a rejeição ficaria em 40%. O pedetista ainda é desconhecido por 15% dos eleitoresl.

Reinaldo teria potencial levemente maior, de 53%, mas 44% não votariam nele de jeito nenhum. A taxa de desconhecimento é de 9%.

O potencial eleitoral de André é de 41%. No entanto, a rejeição do emedebista é a mais alta: 54% não votariam de jeito nenhum no ex-governador. É o mais conhecido do eleitorado, 94% o conhecem.

Nas simulações de segundo turno, Odilon vence André com ampla vantagem, 42% a 33%, enquanto 17% não votariam em nenhum dos dois.

No confronto com Reinaldo, o pedetista teria pequena vantagem, de 38% a 36%, enquanto 14% anulariam o voto. Os números indicam empate técnico, já que a margem de erro é de 3,03%.

No eventual confronto de ex-aliados, Reinaldo venceria por 38% a 32%. Nesta hipótese, o eleitor se sentiria mais desgosto com a falta de opção e o percentual de votos em branco/nulo poderia chegar a 23%.




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