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03/07/2018 08h35

George Takimoto 'não ousa falar e aparecer muito', mas é realizador

Folha de Dourados


 O perfil de George Takimoto tem as características de um cidadão discreto, mas realizador e muito competente. Natural de Lavínia-SP, veio ainda menino com a família para Dourados. Estudou no Colégio Dom Bosco, em Campo Grande, e formou-se em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (USP). Já foi reconhecido como um dos maiores cirurgiões do País. Na vida pública sua digital está em várias e importantes obras de Dourados e de outros municípios de Mato Grosso do Sul.

Em entrevista à imprensa, Takimoto reconhece seu perfil comedido "talvez pela minha descendência nipônica não ouso falar muito e nem tampouco aparecer muito", mas relacionou uma extensa folha de serviços prestados enquanto vice-prefeito, deputado federal, vice-governador e agora como deputado estadual no segundo mandato, pelo MDB.
 

Takimoto, por exemplo, trouxe para Dourados o CAIC, do Terra Roxa, foi um dos idealizadores da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), viabilizou recursos para canalização do córrego Rego D’água, apresentou o projeto para a criação da Santa Casa de Dourados, hoje Hospital Universitário, é co-fundador dos hospitais Santa Rita e São Luiz, entre outras obras estruturantes de Dourados e região.
 

Foi Takimoto, enquanto deputado estadual, quem idealizou e viabilizou a construção do Hospital Regional de Dourados ao conseguir a doação da área de 05 hectares, junto ao amigo empresário Adão Parizotto. Também tramita na Assembleia Legislativa um projeto dele criando a Loteria da Saúde para potencializar com recursos os serviços nos municípios.
 

Ele defende o aumento da representatividade da região de Dourados no Congresso Nacional, tanto é que se coloca como pré-candidato a deputado federal nas eleições de 7 de outubro. No entendimento de Takimoto, somente com uma bancada mais forte será possível canalizar mais recursos e programas federais aos 40 municípios da região.
 

Leia a seguir, a entrevista.
 

Como o senhor iniciou a vida pública?

George Takimoto - Bem, comecei com vice-prefeito de Dourados, depois fui a deputado federal, vice governador e, ultimamente, estou no meu segundo mandato de deputado estadual.
 

Deputado, muita gente se queixa de que, na política, a maioria é de falar muito e fazer pouco. Como é o deputado George Takimoto?

Na verdade, talvez pela minha descendência nipônica, não ouso falar muito e nem tampouco aparecer muito. Mas, tenho uma folha de serviços prestados à população que me orgulha e me motiva em querer continuar trabalhando, inclusive, como ficha limpa, na vida pública.
 

O senhor pode decliná-la aos nossos leitores?

Claro, com muito prazer. Talvez não me lembre de tudo, mas, recordo-me, por exemplo, que viabilizei o CAIC, do Terra Roxa, que é uma escola de ensino integral, e que é uma das maiores de Dourados.
 

Fui pioneiro na criação da Universidade Estadual, que hoje tem a sua sede em Dourados. Trabalhei muito em seu primeiro projeto. Na época, até colocamos o seu primeiro nome, que foi Universidade Latino-americana (UILA).
 

Trouxe os recursos para a obra de canalização do córrego Rego D’água. Obra cara, mas trouxe.
 

Viabilizei recursos para a implantação da Escola Agrícola Padre André Capelli, no distrito de Panambi, que funciona, plenamente, até hoje.
 

Idealizei e apresentei o primeiro projeto do anel viário de Dourados, conhecido por Perimetral Norte, inclusive, trazendo o primeiro aporte de recursos para essa obra.
 

Apresentei a primeira ideia para a criação e implantação do Hospital Universitário de Dourados, à época chamado Santa Casa. Tudo começou com uma audiência que tive com o então ministro Alceni Guerra, que, de pronto, concordou comigo. A partir daí iniciaram-se as tratativas sobre a obra. Hoje, o HU é o maior hospital do interior do Estado. Também fui o primeiro deputado a trazer recursos de Emenda Federal para a construção do mesmo.
 

Idealizei e trouxe os recursos para o então Hospital de Vila Vargas, de importância estratégica não só para aquele distrito, mas, também, para todos os demais distritos e comunidades rurais daquela região. Participei intensamente na construção e implantação dos hospitais Santa Rita e São Luiz, ambos de Dourados.
 

A Patrulha Mirim de Dourados também é um projeto nosso. Fui no limite de minha capacidade para ajudar na sua implantação, obra que, ao longo dos anos, tem apontado o bom caminho para centenas de adolescentes de nossa cidade.
 

Tenho o maior orgulho de ter arranjado os recursos para a construção do Conjunto Habitacional Izidro Pedroso, hoje, totalmente incorporado à malha urbana de Dourados.
 

Quanto à Escola de Língua Japonesa, pediu-me, a colônia nipônica, para doar o terreno. Atendi, não só doando o terreno como ajudei, no que pude, na construção do prédio.
 

Consegui, junto a uma Ong japonesa, chamada Jaica, os recursos para a construção da Casa do Estudante nipo-descendente, no Jardim Flórida I.
 

Contribuí, pessoalmente, com doações para a construção da sede do Coral Guaraobi, próximo da antiga Rádio Clube de Dourados.
 

Idealizei o projeto para a retirada do presídio antigo de dentro de Dourados. Todos sabem do transtorno que causava aos moradores do Grande Flórida. Consegui a construção do Presídio de Segurança Máxima, tudo começando com uma audiência que tive com o então Secretário de Segurança Pública, meu amigo Roberto Orro.
 

Consegui os recursos para o recapeamento do trecho Dourados-Caarapó e também para o trecho Dourados-Ponta Porã, atendendo, à época, uma importante reivindicação.
 

Também, como homem público, trouxe vários outros recursos para Dourados, como para esgotamento urbano e rede de água. Lembro-me, também, de 04 ônibus destinados ao transporte escolar.
 

Algo que me deixa muito feliz foi ter trazido e/ou participado da vinda de obras estruturantes e que atendem não só Dourados, mas os quase um milhão de habitantes da nossa região, como as que citei: Universidade Estadual e Hospital Universitário.
 

Todos sabem que Dourados está prestes a ter mais uma obra estruturante, na área da saúde, que é o Hospital Regional. O que o senhor tem a ver com essa obra?

Sinto-me feliz por ter sido, novamente, o protagonista de mais uma grande obra, e dentro daquilo que, como disse, gosto de pensar – obras estruturantes para atender toda a nossa região, a partir da cidade-polo que é Dourados. O Hospital Regional, que está para acontecer, modéstia à parte, não só fui o primeiro a pensar nele, mas, também, quem conseguiu a doação da área de 05 hectares, junto ao empresário e meu amigo Adão Parizotto.
 

Deputado, o senhor, como poucos, conhece o SUS. E o maior problema desse programa, como todo mundo sabe, é a falta de recursos. O deputado tem proposta para esse problema, sendo ele de nível federal?

Sim, apresentei um projeto que reputo da maior importância, que é o da Loteria da Saúde, mediante o qual, o lucro auferido em cada município, ficaria no próprio município, potencializando a saúde pública local. Sei o quanto isso é difícil, mas, dessa proposta não abrirei mão, tendo em conta que, "as maiores proezas da história foram conquistas do que parecia impossível", segundo Chaplin.
 

Na Assembleia Legislativa o senhor costuma ser lembrado como um dos deputados que mais tem apresentado propostas que contemplam não só Dourados, mas toda a nossa região. Além das obras que o senhor já citou, teria mais algumas?

Sim, nesse sentido lembro de propostas como a conclusão do Frigorífico do Peixe. Dourados já tem o Núcleo de Pesquisa do Peixe (Embrapa), tem a o Curso de Engenharia da Pesca (UFGD), só falta concluir esse frigorífico para completar a cadeira produtiva do peixe, que irá atender aos piscicultores de tanques escavados e tanques-rede de Dourados até o Paranazão, com certeza.
 

Também para região, tenho trabalhado a proposta de implantação de usinas de plasma, para o lixo urbano. É o que há de mais moderno e sem custos para as prefeituras. O lucro da empresa se dá com a transformação do lixo em energia elétrica. Isso acabaria com os lixões a céu aberto de vários municípios.
 

A região também precisa da transformação das pontes de madeira em pontes de concreto; precisa de bibliotecas públicas ambientais; precisa de uma Unidade da Embrapa para a Agricultura Familiar; de Laboratórios de Sementes e Viveiros de Mudas para o reflorestamento das matas ciliares. Tenho trabalhado essas propostas, seguidamente, e, caso alguém queira cópias para melhor conhecê-las é só acessar deputadogeorgetakimoto@ gmail.com.br.
 

Agora, o senhor e pré-candidato a deputado federal e não pode ainda falar como candidato. Mas, tire aqui uma dúvida: propostas como essas, para quem é mais fácil fazer acontecer: para um deputado estadual ou para um deputado federal?

Fazendo uma análise comparativa, ao longo de um mandato parlamentar que é de quatro anos, veja bem, enquanto um deputado estadual conta com apenas R$ 6 milhões de recursos de emendas parlamentares, um deputado federal conta com nada menos do que R$ 60 milhões. Por aí você vê o pode um deputado federal, no sentido de trazer recursos e possibilitar convênios para obras e programas entre aos governos municipais, estaduais e federais, além do que pode viabilizar, diretamente, junto aos Ministérios, que contam com dotações orçamentárias próprias.
 

Daí a necessidade de Dourados e região ampliar a sua representatividade no Congresso Nacional?

Obviamente, já que a nossa situação é paradoxal. Veja bem: se por um lado temos a Grande Dourados com o maior colégio eleitoral do Estado (cerca de 40 municípios), por outro, nossa representatividade política, em Brasília, continua pífia, baixíssima – razão pela qual os recursos para Dourados e região serem tão minguados.
 

E sempre foi assim, deputado?

Não, absolutamente, houve tempo em que Dourados e região chegou a eleger três deputados federais, para uma única legislatura. Por isso, face aos recursos citados, é só multiplicar o que se tem hoje por três para ver o quanto perde Dourados e região, pela falta de deputados federais.




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