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13/03/2018 13h53

Papa Francisco completa cinco anos de mudanças na Igreja

Jesuitas Brasil


Pontífice promoveu muitas mudanças na Igreja Católica - Foto: Divulgação

No dia 13 de março de 2013, o arcebispo argentino Jorge Mario Bergoglio foi escolhido pela Igreja para suceder a Bento XVI. A notícia surpreendeu o mundo e dois fatores estavam no centro dessa admiração: pela primeira vez na história, um religioso nascido na América e pertencente à Companhia de Jesus passaria a ocupar o principal posto da Igreja Católica.

Antes da tradicional primeira bênção, após o anúncio do nome Francisco, ele pediu um favor à multidão que se encontrava na Praça São Pedro: “Peço-vos que rezem ao Senhor para que me abençoe, a oração do povo pedindo a bênção pelo seu bispo. Façamos em silêncio esta oração”.

Nesta terça-feira (13), o Papa Francisco completa cinco anos de pontificado. Nesse período, por meio de sua simplicidade e carisma, o Pontífice promoveu muitas mudanças na Igreja Católica e sempre buscou pôr em prática o Concílio Vaticano II [leia mais no final do texto], que prega que a Igreja deve manifestar e comunicar o amor de Deus, atualizando a mensagem do Evangelho, valorizando o ser humano, para facilitar a ação do Espírito Santo, por meio do reconhecimento do outro e de um diálogo misericordioso.

A pedido do Portal Jesuítas Brasil, o padre Mário de França Miranda, professor emérito do departamento de Teologia da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), elencou 10 conquistas do pontificado de Francisco. Confira:

1. Retomada de alguns pronunciamentos do Concílio Vaticano II que permaneciam esquecidos, marginalizados ou assumidos apenas parcialmente: a colegialidade episcopal, a Igreja como Povo de Deus, o diálogo com a sociedade, a importância e participação das igrejas locais e dos indivíduos na Igreja.

2. Defesa de uma Igreja ‘em saída’, voltada para um mundo em crise e atenta ao sofrimento da maioria dos habitantes do planeta, mais como um hospital de campanha, menos como educadora da sociedade (Igreja da cristandade).

3. Advoga o fim de uma Igreja presa de um centralismo europeu em vista de uma Igreja que respeite as características culturais e sociais dos diversos povos, como aparece na imagem do poliedro e não do círculo.

4. Demonstra preocupação maior pelo ser humano concreto, sujeito a condicionamentos e desafios, em vez de declarações doutrinais ou morais de cunho universal de pouco efeito em nossos dias.

5. Insiste no encontro individual com a pessoa de Jesus Cristo e na importância da dimensão mística da fé, nem sempre muito clara no passado, em meio a práticas e devoções tradicionais ou mesmo a certo moralismo dominante na pastoral da Igreja.

6. Oferece uma representação de Deus mais fiel à revelação de Jesus Cristo com a imagem do Pai que nos legou nas parábolas e em sua conduta diante do sofrimento ou do pecado; a onipotência de Deus se manifesta exatamente em sua misericórdia.

7. Retoma e insiste, mais concretamente, na opção da Igreja em favor dos pobres e dos descartados nesta sociedade marcada pelo individualismo, pelo hedonismo e pela indiferença globalizada diante dos próprios semelhantes vivendo em condições miseráveis.

8. Demonstra, com seus gestos que não se detêm diante de outras culturas ou religiões, quer um Cristianismo inclusivo, pronto a colaborar com todos que busquem a paz e a justiça na sociedade, como expressou na Encíclica Laudato Sì.

9. Insiste no aspecto positivo da fé cristã: não se trata de não cometer pecados, mas de viver a mensagem de Jesus de Nazaré, que traz alegria e paz, que não nos abandona nem quando caímos, devido à infinita misericórdia de Deus.

10. Nesta sociedade pluralista, consegue se fazer entender com uma linguagem ao alcance de todos, ao priorizar o ser humano, hoje ameaçado por um sistema econômico em busca frenética de lucro e de produtividade; sua luta em favor da pessoa humana é profundamente cristã e igualmente universal, como demonstra a repercussão de sua liderança fora do próprio Cristianismo.

Concílio Vaticano II

O Concílio Vaticano II, realizado entre 1962 e 1965, foi uma conferência que reuniu bispos de todo o mundo para diversos encontros, debates e votações no Vaticano. O Concílio é considerado um dos importantes acontecimentos da Igreja no Século XX. Constitui também um dos principais feitos do pontificado de Angelo Giuseppe Roncalli, o Papa João XXIII, e trouxe grandes renovações para a Igreja Católica.





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