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09/03/2018 07h17 - Atualizado em 09/03/2018 09h35

Trump aceita convite de Kim Jong-un para encontro

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© Reuters Donald Trump e Kim Jong-Un

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, convidou o presidente Donald Trumppara um encontro. Segundo a Coreia do Sul, o líder americano concordou com a reunião, que deve acontecer em maio.

 

O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo chefe do escritório presidencial sul-coreano de Segurança Nacional Chung Eui-yong durante pronunciamento na Casa Branca. Chung lidera a delegação sul-coreana que chegou hoje a Washington para informar Trump sobre os assuntos discutidos com Kim Jong-un e membros de seu governo durante o histórico encontro entre as duas Coreias em Pyongyang.

 

Segundo o oficial, o ditador norte-coreano também se comprometeu a parar os testes nucleares e de mísseis para iniciar uma negociação com os americanos. O anúncio representa uma grande virada nas relações entre Estados Unidos e Coreia do Norte e uma grande conquista para a diplomacia mundial.

 

Durante sua visita aos Estados Unidos, Chung Eui-yong entregou uma carta do ditador norte-coreano a Trump. Na mensagem Kim Jong-un “expressou sua ânsia de conhecer o presidente Trump o mais rápido possível”, disse Chung, que não forneceu nenhuma informação sobre onde a reunião deve acontecer.

 

“Eu disse ao presidente Trump que, na reunião que tivemos, o líder norte-coreano disse estar comprometido com a desnuclearização da península”, afirmou o oficial sul-coreano. “O presidente Trump agradeceu as informações e disse que iria encontrar Kim Jong-un até maio para tratar do assunto”. Em Seul, a Presidência esclareceu que a reunião ocorreria até o final do mês de maio.

 

A delegação enviada pelo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, chegou nesta quinta-feira a Washington para se reunir com representantes do governo americano.

 

A Casa Branca confirmou que o republicano aceitou o convite de Kim para um encontro. Segundo a porta-voz Sarah Huckabee Sanders, “o presidente Trump agradece muito as lindas palavras da delegação sul-coreana e do presidente Moon”.

 

“Ansiamos pela desnuclearização da Coreia do Norte”, disse em comunicado. “Entretanto, por enquanto todas as sanções e uma pressão máxima devem permanecer.”

 

No início da semana, a Coreia do Norte já havia concordado em interromper seus testes de armas nucleares e mísseis se houvesse conversações com os Estados Unidos. Chung Eui-yong, afirmou na terça-feira que Kim disse estar pronto para conversar “de coração aberto” com os líderes americanos em questões relacionadas a uma possível desnuclearização do Norte e à normalização das relações entre Pyongyang e Washington

 

Ele informou que a Coreia do Norte também deixou claro que não precisaria manter suas armas nucleares se as ameaças militares contra o país fossem resolvidas e se recebesse garantias de segurança.

 

As tensões causadas pelos programas nuclear e de mísseis norte-coreanos alcançaram os níveis mais elevados dos últimos anos em 2017. Pyongyang desenvolve seus programas de armas desafiando resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), e recentemente Kim Jong-un e Trump recorreram a uma retórica áspera e beligerante.

 

A Coreia do Norte alardeia seus planos para desenvolver um míssil com ogiva nuclear capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos, mas os temores de uma guerra de grandes proporções foram atenuados no mês passado, coincidindo com a participação norte-coreana na Olimpíada de Inverno, realizada na Coreia do Sul. 




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