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11/02/2018 09h56

Alvaro Dias dá alfinetada em Bolsonaro: 'defendo exame de sanidade para candidatos'

Gazeta do Povo


 Pré-candidato à Presidência da República, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) sugeriu nesta sexta-feira (9) que seja feito exame de sanidade mental para candidatos ao ser questionado sobre uma declaração do também presidenciável Jair Bolsonaro (PSC), que propõe armar a população para enfrentamento com bandidos.
 

“Quem tem que ser armar para defender a população é o Estado Brasileiro. O povo paga impostos para ser defendido pelo Estado, pelo governo e não para se defender em uma guerra civil que querem implantar no país, evidentemente porque não existe exame de sanidade mental para candidatura, ainda, no Brasil”, disse.
 

A declaração foi feita durante visita ao Show Rural, maior evento tecnológico do agronegócio brasileiro que acontece na cidade de Cascavel, no Oeste do Paraná. Dois dias antes, Bolsonaro esteve na feira e voltou a falar em armar a população.
 

Depois, Alvaro tentou minimizar o comentário, disse que não havia nominado ninguém, mas que defende teste de sanidade mental para qualquer candidato, desde vereador até presidente da República. Pouco antes, no entanto, ao falar em “refundação da República”, o senador disse que tem pessoas querendo combater os privilégios sem abrir mão dos seus. Bolsonaro recebe auxílio-moradia da Câmara dos Deputados mesmo sendo dono de imóvel em Brasília.
 

“Quem quer combater privilégios precisa abrir mão dos seus privilégios e há os que combatem sem deles abrir mão. Não é o nosso caso, nós abrimos mão de todos os privilégios exatamente para ter autoridade”, afirmou.
 

Alvaro estava acompanhado de vários políticos, entre eles os deputados Adelino Ribeiro (estadual) e Alfredo Kaefer (federal), ambos do PSL e que já declararam que irão deixar a legenda, insatisfeitos com a entrada de Bolsonaro no partido.
 

Ribeiro é presidente do diretório estadual do PSL e foi comunicado na última segunda-feira (5) pela direção nacional do partido que será destituído da presidência para dar lugar ao deputado federal Fernando Francischini, que foi escolhido por Bolsonaro para ser o presidente do partido no Paraná.



                    


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