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02/08/2017 09h58

Penhora de joias cresce 9,44% no semestre em MS

Correio do Estado


Agências oferecem modalidade com juros menores e facilidade para obter crédito - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

O prolongamento da recessão econômica além do previsto e o esgotamento dos recursos ou crédito fizeram com que a população recorresse, cada vez mais, ao penhor para conseguir dinheiro para pagar as contas.

 

 

Conforme informações da Caixa Econômica Federal, o volume de operações de penhor teve crescimento de 9,44% no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período do ano passado.

 

De janeiro a junho deste ano, informou a Superintendência Regional do banco, foram emprestados R$ 191 milhões em Mato Grosso do Sul. O volume é R$ 17 milhões superior em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando as operações de penhor movimentaram R$ 174 milhões.

 

Para o economista Thales de Souza Campos, presidente do Conselho Regional de Economia de Mato Grosso do Sul, o aumento nas operações de penhor é consequência da macroeconomia, que continua em recessão.

 

“O penhor é a última alternativa. O primeiro é usar o dinheiro que se tem para pagar as contas. Esse dinheiro não deu. Então, ele usa o crédito que existe. Você compra e fica devendo. Aliás, dever não é o problema, o defeito é não ter dinheiro para pagar, que gera a inadimplência. Sem dinheiro ou crédito na praça, a alternativa é penhorar o que se tem”, completou. Esse índice, completou o economista, pode ainda ser maior.  



                    


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