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19/05/2017 09h21

Por falta de reajuste, professores da rede estadual cruzam os braços dia 30

Dourados Agora


Paralisação para o dia 30 foi decidida durante assembleia

A FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) realizou, na manhã desta quinta-feira (18), Assembleia Geral com deliberações sobre a luta pelos direitos da categoria. Após debate os trabalhadores em educação definiram duas mobilizações, um dia de paralisação estadual, 30 de maio e participar do Ocupa Brasília, em 24 de maio.

De acordo com o presidente da FETEMS, Roberto Magno Botareli Cesar, no dia 30 de maio os trabalhadores em educação de Mato Grosso do Sul vão cruzar os braços na Rede Estadual de Ensino por conta do não reajuste salarial de 7,64%, desde janeiro, referente ao Piso Nacional e pela falta de uma política concreta de valorização dos administrativos em educação. "As questões salariais que estamos negociando com o Governo do Estado desde o início do ano farão com que nós paralisemos as nossas atividades no dia 30 e vamos realizar um grande ato em Campo Grande cobrando os nossos direitos e valorização", disse.

Segundo a vice-presidenta da FETEMS, Sueli Veiga Melo, não dá mais para aguentar a postura de um Governo que cria mais despesas e não honra com as legislações vigentes. "Ontem os deputados aprovaram o Projeto de Lei (PL) 060/2017, de autoria da Secretaria de Educação, que concede Gratificação de Dedicação Plena e Integral de 15% aos professores docentes e coordenadores pedagógicos das escolas estaduais inseridas no Programa de Educação em Tempo Integral, denominado Escola da Autoria. Como vamos aceitar um Governo que está propondo pagar uma gratificação de 15% a uma parcela de professores, cerca de 200 e até o momento não cumpriu o pagamento do reajuste do Piso Salarial Nacional de Janeiro, de 7,64%, garantido pela legislação nacional n° 11.738, de 16 de julho de 2008 e pela lei complementar estadual nº 200, de 13 de julho de 2015 e também não incorporou o abano de R$ 200 dos administrativos em educação, promessa feita a categoria ano passado?", ressalta.

Para o secretário dos funcionários administrativos da FETEMS, Wilds Ovando, o momento é de união e luta. "Somos todos trabalhadores em educação, unificados em um só estatuto e a FETEMS sabe bem as angustias dos administrativos em educação que estão no aguardo da incorporação e do seu reajuste, por isso vamos à luta unidos, pois dessa maneira somos bem mais fortes. Vamos batalhar pela incorporação do abono e por um reajuste digno", enfatiza. 




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