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18/02/2014 08h13 - Atualizado em 18/02/2014 09h18

Nelsinho garante ter apoio de maioria do PMDB e afirma que seu estilo de governo será diferente de André

Ms Noticias


A entrevista desta semana é com o ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), que também é pré-candidato pelo partido ao governo do Estado. Em entrevista exclusiva, Nelsinho faz uma análise da atual conjuntura política do país e os reflexos das circunstâncias nacionais  no Estado. Nelsinho também explica os motivos pelos quais o PMDB ainda não definiu alianças partidárias e faz um breve resumo de quais serão as prioridades do programa de governo do partido. O pré-candidato ao governo do Estado relembrou as realizações enquanto prefeito da Capital e fez questão de ressaltar que seu estilo de governo, caso eleito, será diferente em diversos aspectos do atual governador André Puccinelli (PMDB).
 

Entramos em 2014 e o principal assunto são as eleições. Mato Grosso do Sul enfrenta graves problemas nas áreas da saúde e segurança. Como o senhor enquanto pré-candidato do PMDB ao governo do Estado pretende resolver estes problemas?

Nelson Trad Filho - Essas duas áreas apontam para nossa visão em dois maiores problemas a serem enfrentados pela administração que virá. Tanto saúde quanto segurança estão ligados à ação prioritária que o governo federal tem que despender nessas duas áreas. Não adianta você querer oferecer uma saúde de qualidade se não tiver fonte de financiamento oriunda do governo federal como existe na educação com o Fundeb (Fundo nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) para poder fazer frente às ações e o despêndio que se tem para este artificio. Em relação à segurança, temos um problema que foge também do alcance propriamente só do Estado. O Mato Grosso do Sul fazendo divisa seca como faz com países do América do Sul faz parte do Brasil. A questão de segurança, principalmente, na linha de fronteira tem que ter uma ação mais decisiva e prioritária do governo federal. Sozinho o Estado não consegue avançar nestas questões o que a gente pretende fazer é mobilizar a bancada federal, mobilizar governadores que estão envolvidos nesta questão e obrigar e exigir uma prioridade mais forte do governo federal para somar ações no desenvolvimento tanto da saúde quanto da segurança.
 

Caso eleito, como será a metodologia de governo de Nelson Trad Filho? Seguirá os padrões de governo de André Puccinelli?

Nelson Trad Filho – Primeiro, o meu estilo é diferente do André.  Sou uma pessoa mais calma, mais afeita ao dialogo, mais descentralizador e procuro sempre dividir as responsabilidades com meus colaboradores e com aqueles que eu entendo que são importantes no desenvolvimento de um governo que possa ter êxito. O aspecto ligado ao PMDB que tanto marcou a ação do André quanto também a minha ação na prefeitura de Campo Grande é de realizador e de fazer com que as obras saiam do papel e aconteçam. Eu inaugurei 1044 obras em oito anos de governo. Superei até mesmo o André quando fui prefeito. Se você fizer uma conta, dá uma obra nova a cada dois dias úteis. A cidade de Campo Grande sabe disso. Em todo lugar que você anda pelo município você vê uma obra que foi feita na nossa administração. O nosso estilo pessoal é completamente diferente, então eu quero levar esta ação de desenvolvimento que o PMDB já provou que é capaz tanto em Campo Grande quanto em Mato Grosso do Sul para as pessoas poderem ver que com esse jeito, com esta personalidade diferente que tenho do André, nós vamos galgar mais para Mato Grosso do Sul. Eu gosto que as pessoas façam uma comparação do que era Campo Grande antes do André e do Nelsinho passarem pela prefeitura e de como ela foi entregue nas nossas gestões. Gosto que as pessoas comparem como era o governo de Mato Grosso do Sul no PT (Partido dos Trabalhadores) como está sendo o governo de Mato Grosso do Sul no PMDB. Isso é muito importante para ter uma conclusão do que é melhor para o estado.
 

Os petistas costumam dizer que a população do Estado está cansada do PMDB e apontam a vitória do prefeito de Capital, Alcides Bernal (PP), como um indicativo do desejo de mudança. Como o senhor pretende convencer a população de que seu nome, Nelson Trad Filho, pode satisfazer este desejo de mudança?

Nelson Trad Filho – Primeiro, é importante que se constate o sentimento da população de Campo Grande atual. A gente comprova que as pessoas estão com saudade do que tinham. Como a gente ouve dizer, muita gente era feliz e não sabia, mas tinha muita gente que era feliz e sabia e tanto um grupo de pessoas quanto outro está arrependido do que aconteceu com essa tão falada, de soar tão bem no ouvido do eleitorado, a questão da mudança. Chega porque está na hora de mudar, vamos mudar. Olha só o que aconteceu em Campo Grande. Outros exemplos a gente tem em outras cidades do interior que também resolveram mudar por mudar e levaram ao fracasso as ações que vinham sendo implementadas. Para se construir, você pode ter certeza de se que leva oito, dez, 15 anos, mas você destrói em menos de 10 meses como a gente viu a destruição de praticamente todos os programas que tiveram êxito que foram premiados e reconhecidos principalmente em nível municipal. No campo estadual, o PMDB está na administração e vai completar o sétimo ano. Nós sucedemos o PT (Partido dos Trabalhadores) que era do governo Zeca e nós queremos que as pessoas comparem o que foi o governo Zeca e o que foi o governo André e aí façam sua opção daquilo que era no passado onde tinha que enfrentar fila para poder fazer empréstimo para receber salário, quando se saiu com quatro folhas de pagamento atrasado, quando não se tinha ações na segurança, quando não se tinha ações na área da educação e compare com os avanços que o Estado teve na sua infraestrutura, nas contas em ordem, com endividamento caindo, com a receita subindo e principalmente com a valorização do servidor, porque às vezes, as pessoas falam que pagar salário em dia é obrigação. É obrigação, mas fica sem pagar para ver o que acontece na economia. Como a gente viu no passado o que aconteceu com Mato Grosso do Sul. Então, eu vou puxar pela memória, vou mostrar para as pessoas que o importante é você mudar de uma forma responsável, de uma forma em que você possa ter garantidas suas conquistas. E o que representa nosso projeto é mais para Mato Grosso do Sul, da mesma forma que peguei Campo Grande com 806 obras inauguradas e entreguei com 1044. Mais para Campo Grande. O que vamos fazer para Mato Grosso do Sul é exatamente a mesma coisa. É mais que o André fez, nós vamos fazer para Mato Grosso do Sul.
 

 Como o PMDB pretende se desvencilhar da pressão da executiva nacional e não ceder a uma aliança com o PT?

Nelson Trad Filho - Eu entendo que aliança nacional é diferente da aliança regional, e no campo nacional os titulares dessa aliança vão buscar o apoio nos estados para aliança feita a nível nacional respeitando-se as diferenças regionais. Entendo que a eleição federal vai tentar influenciar na eleição dos estados, mas há de se ter também, bem latente, o respeito que eles haverão de ter nas diferenças em vários cantos do Brasil, e com este respeito há de se vir, também, uma certa maleabilidade,  e ficar mais tranquilo mais aceitável para que as coisas possam acontecer da melhor forma possível.
 

Está, definitivamente, descartada uma aliança com PT no Estado?

Nelson Trad Filho - Eu já disse das outras vezes que dentro do meu partido existem correntes que defendem esta aliança, e pelo que eu já pude constatar é uma corrente minoritária. Eu vou acompanhar uma corrente maior do partido que defende uma candidatura própria.
 

Como o senhor avalia o apoio do governador André Puccinelli à reeleição da presidente Dilma Rousseff?

Nelson Trad Filho – Com maior naturalidade. Partido tem diferenças daí o nome partido. Se não houvesse diferença, fosse tudo igual se chamava unido e não partido. Então, o partido tem correntes que defendem candidatura própria e correntes que defendem aliança com PT. Toda vez que o André Puccinelli fala de apoio a Dilma ele se refere à pessoa física do André. Veja bem como ele coloca por uma questão de gratidão ao beneficio que o governo federal fez para mato Grosso do Sul. Eu participo das reuniões partidárias e dentro do partido existem correntes que têm dificuldade em caminhar com o PT tanto no plano estadual quanto no plano federal. Eu sou uma pessoa partidária eu vou submeter esta apreciação ao partido e o que a maioria do partido decidir vai ser meu encaminhamento.
 

Essas divergências dentro do PMDB é o que tem impedido o partido e o próprio governador de ratificar seu nome enquanto candidato ao governo do Estado?

Nelson Trad Filho - Não. Eu entendo que todo esse processo que nós estamos atravessando é um processo que acontece em qualquer lugar para poder estruturar uma candidatura principalmente quando se tem lideranças dentro do partido que exponencialmente têm condições para aspirar cargos maiores como é o caso do PMDB que tem a vice-governadora Simone e tem o ex-prefeito Nelson Trad Filho. Isso é bom para o partido e para a democracia é bom para as pessoas terem opção, e faz parte de todas essas circunstancias politicas que nós estamos vivenciando. Então, eu vejo isso com muita naturalidade com muita tranquilidade, mas principalmente com muita segurança, porque eu sinto nas reuniões com partido um sentimento muito maior para o lado da candidatura própria.
 

Ainda em relação às alianças, é possível que o PMDB se junte ao PSDB para unir forças para vencer o pré-candidato do PT, Delcídio do Amaral.

Nelson Trad Filho – Primeiro, vencedor, aquele que sempre realizou, ele não tem medo de adversário. Eu não tenho nenhum temor para enfrentar seja lá quem for e acho que isso engrandece a disputa. Eu pretendo fazer uma trajetória, uma caminhada em cima das virtudes que a gente tem para mostrar. Não vou fazer baixaria, não vou “baixar o nível”, não vou preparar dossiê, não vou falar mal do adversário. Eu vou mostrar as coisas boas que a gente já fez e que vai fazer mais. Em relação às alianças, é natural que tudo isso vai passar por algumas definições. André vai ser candidato ou não vai ser? Dia 6 de abril nós vamos saber. A nível federal vai ter imposição de poder coligar aqui e não poder coligar ali? Tanto para nós quanto para o PSDB quanto para PSB do Murilo e Eduardo Campos tanto para o DEM. Então, nós ainda estamos em um tabuleiro bastante mesclado para poder definir mais para frente.
 

Em sua opinião, para definir seus aliados, os partidos de Mato Grosso do Sul dependem de uma resolução nacional?

Nelson Trad Filho – Não só de uma resolução nacional, mas aqui trazendo foco para Mato grosso do sul toda classe politica esta em cima de uma expectativa: André ou não vai ser candidato?
 

Se o André se candidatar ao Senado, o que agrega para a chapa do PMDB?

Nelson Trad Filho – É uma liderança forte, é uma liderança realizadora, vencedora, e que com certeza agrega um apoio e uma musculatura politica e eleitoral bastante consistente em qualquer chapa. Da mesma forma que se a Simone for candidata é uma liderança jovem também com sucesso quando passou na administração de Três Lagoas, vice-governador e com conhecimento na área administrativa e política que qualquer partido quer ter ela em uma chapa. Então o PMDB está muito bem servido.
 

Podemos confirmar que depois no dia seis de abril será anunciado o nome de Nelson Trad Filho como candidato do PMDB ao governo do Estado?

Nelson Trad Filho – Hoje, eu tenho a condição extraída da reunião da executiva do partido onde a minha figura como pré-candidato foi oficializada. Hoje, eu tenho um que defende aliança com PT e outro que defende o nome de outra pessoa ao governo e os demais membros do partido, como o Marun, o deputado Junior Mochi, o deputado Fábio Trad, o deputado Geraldo Rezende, o senador Moka, o deputado Marçal Filho, o deputado Akira. Todos eles defendem nossa candidatura.
 

Todos, inclusive o governador André Puccinelli?

Nelson Trad Filho - Que fez uma reunião na casa dele, recentemente, com esses membros da bancada federal e que convalidaram nossa pré-candidatura.
 

Biografia:

Nome: Nelson Trad Filho

Cidade de Origem: Campo Grande

Idade: 52 anos
 

Trajetória profissional: Formado em medicina, Nelson Trad Filho se especializou em urologia e começou sua carreira política em 1992 quando foi eleito vereador em Campo Grande, função que desempenhou durante três mandatos, pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). Em 20041, ele foi eleito o deputado estadual mais votado daquela eleição, ainda pelo PTB, e em 2004, Nelson Trad Filho se filiou ao PMDB e foi eleito, com 57% dos votos, prefeito de Campo Grande e se reelegeu com 73% dos votos em 2008. Atualmente, Nelsinho Trad, como também é conhecido, é secretário estadual de articulação, de desenvolvimento regional dos municípios, e pré-candidato do PMDB para disputar o governo do Estado nas eleições de 2014.




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