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COLUNA

CIRURGIÃO DENTISTA

Edmar Cassaro


Aproximadamente 30% da população brasileira possuí a halitose, ou mau hálito

Publicado em : 05/02/2016

O ser humano por ser um indivíduo social, sempre estará convivendo e interagindo com outras pessoas nas suas várias atividades diárias. A preocupação com cheiros e odores sempre foi uma aflição constante, desde as gerações ancestrais e, na história antiga o tema mau hálito já era abordado na literatura, nas comedias e tragédias.

 

No antigo testamento Jó (19.17) se lamenta: “O meu mau hálito é intolerável à minha mulher”. Segundo Titus Marcus Pláuteus (254-184 A.C) dramaturgo romana, ‘’o fedor da boca’’ é uma das razões de infidelidade conjugal, porque o ‘’hálito da minha esposa tem um cheiro terrível, melhor seria beijar um sapo’’.

 

Shakespare, na peça “Muito Barulho por Nada”, ato 5, cena 2 menciona: “Palavras fétidas são apenas vento fétido, e vento fétido é apenas hálito fétido, e hálito fétido é nauseante, portanto eu vou embora sem ser beijado”.  Já para Millôr Fernandes “O melhor anticoncepcional do mundo é o mau hálito”.

 

A halitose, ou mau hálito, no Brasil atinge aproximadamente 30% da população, o que significa mais de 50 milhões de brasileiros sofrem do mal, segundo dados da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

 

De acordo com a ABHA, o popularmente conhecido “bafo de onça” não é considerado uma doença propriamente, mas é algo que deve ser levado muito a sério, já que além de ser um sinal de uma possível doença, a condição traz uma série de prejuízos pessoais, emocionais e profissionais.

 

Uma pessoa com mau hálito vai se sentir fragilizada e até mesmo com vergonha de se aproximar dos outros ou ao falar, o que pode dificultar em estabelecer relacionamentos amorosos e afetivos, resistência ao sorriso, ansiedade, queda do auto estima e autoconfiança e até depressão. Por isso é importante procurar ajuda de uma especialista para tratar o problema.

 

O curioso do mau hálito é que as pessoas que o possuem não conseguem perceber o cheiro desagradável que exalam, muita das vezes, pois as células olfativas se adaptam ao odor. São as pessoas que convivem com ela, que percebem e, por falta de intimidade ficam sem jeito em avisar – “olha, o teu hálito não está legal”.

 

Pensando nisso a ABHA ( www.abha.org.br ) criou um serviço gratuito chamado “SOS Mau Hálito” de envio de mensagem anônima para ajudar uma pessoa próxima que sofre de mau hálito, mantendo o anonimato e sem constranger ninguém.

 

Basicamente há dois tipos de halitose: a transitória e a crônica. A transitória é aquela que todo mundo tem quando come alguns tipos de alimentos, carregado de alho e cebola por exemplo. Ou então ao acordar de manhã, pois durante o sono não produzimos saliva e a boca fica seca e mais favorável a ação das bactérias produtoras do mau cheiro. Nestes casos basta uma boa higienização que o problema desaparece.

 

Já a halitose crônica, tem mais de 60 causas conhecidas, segundo a ABHA. Requer consulta com um especialista para identificar a causa e estabelecer o correto tratamento.

 

De acordo com o livro “Bom Hálito e segurança” a halitose crônica pode ser causada por problemas nas vias aéreas superiores (faringites, sinusites, amigdalites); por problemas sistêmicos (hipoglicemia, alterações hepáticas, pulmonares, renais, estomacais, diabetes); por hábitos deletérios (tabagismos, consumo de bebidas alcoólicas, uso de drogas); uso de medicamentos que diminui a salivação.

 

No entanto as causas mais frequentes (90%) são as de origem bucal, como língua saburrosa (esbranquiçada ou amarelada); doenças periodontais que causam o sangramento gengival (gengivite e periodontite); e carie dental. Resumindo, falta de cuidado adequado de higiene bucal.

 

A boa notícia é que o problema tem solução em 100% dos casos. Como na maioria dos casos o problema se encontra na própria boca, o mais indicado é procurar um cirurgião-dentista, ou um dentista especialista em periodontia para fazer o diagnóstico correto e tratamento adequado.

 

Mas como prevenir é melhor que remediar, há vários cuidados que podem ser adotados para evitar o mau hálito. Os principais são beber muita agua (2 a 3 litros) espaçados durante o dia para manter a hidratação e a boca úmida; evitar muitas horas sem se alimentar; fazer uma boa higiene bucal, escovando os dentes três vezes ao dia, limpeza da língua diariamente escovando-a ou raspando-a com auxílio de raspador bucal e, uso do fio dental duas vezes ao dia; cuidar da alimentação, que deve ser balanceada.

 

 

Também é fundamental consultar regularmente o cirurgião dentista para verificar se está tudo certo com sua saúde bucal. Acima de tudo não existe remédio milagroso, por isso o comprometimento incondicional da pessoa com a higiene bucal e tratamento é que garante sorriso bonito, hálito agradável e ótima saúde bucal.

Cirurgião Dentista – Graduado pela UFMS 1997, Implantodontista e periondotista. Credenciamento/DSD

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